quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Componentes


O processo de tomada de decisão se desenrola, portanto, através da interação constante do usuário com um ambiente de apoio à decisão especialmente criado para dar subsídio às decisões a serem tomadas. Esse ambiente, representado na figura abaixo, é constituído por:




  • Bancos de Dados (BD) - São formados por informações internas e externas à organização, por conhecimentos e experiências de especialistas e por informações históricas acerca das decisões tomadas.
  • Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) - Após os dados estarem instalados no BD, o SGDB deve possibilitar o acesso às informações e a sua atualização, garantindo a segurança e a integridade do BD.
  • Ferramentas de Apoio à Decisão (FAD) - São softwares que auxiliam na simulação de situações, na representação gráfica das informações, etc.
  • Ambiente Aplicativo (AA) - São sistemas aplicativos ou funções acrescidas aos sistemas existentes que fazem análise de alternativas e fornecem soluções de problemas.
  • Ambiente Operacional (AO) - É composto por hardwares e softwares que permitem que todos os componentes do ambiente sejam integrados.

Em relação à por quantos e quais componentes um SAD é formado, alguns autores divergem.

    Holsapple e Whinston (1996) classificaram os SAD dentro de seis frameworks:
  • SAD orientado ao contexto;
  • SAD orientado ao banco de dados;
  • SAD orientado à Spreadsheet;
  • SAD orientado à solução;
  • SAD orientado às regras de negócio;
  • SAD complexos;

Hättenschwiler (1999) identifica cinco componentes de um SAD:
  • Usuários com diferentes regras de negócio e funções no processo de tomada de decisão;
  • Um específico e definido contexto de decisão;
  • Um sistema objetivo descrevendo as preferências principais;
  • Uma base de conhecimento que é composta de informações, base de conhecimento, programas administrativos e sistemas geradores de relatórios;
  • Um trabalho de preparação do ambiente, análise e documentação das alternativas de decisão.

     Marakas (1999) propõe uma arquitetura generalizada que será composta por cinco distintas partes:
1.Um sistema gerenciador de banco de dados;
2.Um sistema gerenciador de modelagem;
3.Uma engenharia de conhecimento;
4.Uma interface com o usuário;
5.O usuário.
Existem vários meios de se classificar aplicações SAD. Nem sempre um SAD se adequa dentro de uma destas categorias, mas em misto de uma ou mais categorias.

Power (2002) estudou a construção de um SAD com quatro componentes:
- Interface com o usuário;
- Banco de Dados;
- Modelagem e ferramentas analíticas;
- Arquitetura e rede de trabalho de SAD;

Um SAD complexo é a classificação mais comum para um SAD, pois é um sistema híbrido e pode incluir duas ou mais das cinco estruturas básicas descritas por Holsapple e Whinston (1996). O suporte dado pelo SAD é também classificado dentro de algumas características:
- Entradas: usadas para atribuir ao SAD fatos, números e características para serem analisadas; Conhecimento do usuário e conhecimento prévio: aprimora o sistema para decidir qual melhor solução, quais entradas devem ser analisadas com ou sem o usuário;
- Saídas: usada pelo usuário do sistema afim deste poder analisar as decisões que devem ser feitas e quais são as em potencial;
- Tomada de decisão: quando a tomada de decisão é realizada pelo SAD, de qualquer maneira, o usuário deve realizar a tomada de decisão a partir de uma classificação ordenando os resultados com um critério próprio do usuário. SAD’s com a capacidade de classificação cognitiva nas funções de tomada de decisão e baseados em inteligência artificial ou tecnologias agentes de inteligência são chamados de Sistemas Inteligentes de apoio à Decisão (SIAD).



Características


As principais características dos SAD são:
  • Possibilidade de desenvolvimento rápido, com a participação ativa do usuário em todo o processo;
  • Facilidade para incorporar novas ferramentas de apoio à decisão, novos aplicativos e novas informações.
  • Flexibilidade na busca e manipulação das informações;
  • Individualização e orientação para a pessoa que toma as decisões, com flexibilidade de adaptação ao estilo pessoal de tomada de decisão do usuário;
  • Real pertinência ao processo de tomada de decisão, ajudando o usuário a decidir através de subsídios relevantes;
  • Usabilidade, ou seja, facilidade para que o usuário o entenda, use e modifique de forma interativa.

Utilizando um SAD é possível aos tomadores de decisão buscar informações em bancos de dados diferentes, mesmo que estejam em lugares distintos. É possível também acessar a outras fontes de dados pela Internet ou por uma Intranet da organização. O processo de tomada de decisão necessita que se tenha informações específicas sobre o determinado problema, para que, desta maneira, o gerente possa analisá-lo e suprir suas necessidades.

“Enquanto os outros sistemas de informação disponibilizam basicamente relatórios de formato fixo, os SSDs possuem uma variedade maior de formatos.” (REYNOLDS, 2002, p. 316). A flexibilidade que o SAD oferece ao disponibilizar os relatórios facilita o gestor, de modo que ele tenha somente as informações que necessita, visto que a variedade de problemas e necessidades dos tomadores de decisão é muito ampla.

“A análise de sensibilidade constitui o processo de introduzir mudanças hipotéticas nos dados do problema e observar o impacto nos resultados.” (REYNOLDS, 2002, p.317). Dessa forma, é permitido que o gerente planeje a decisão que tomará, pois é possível modificar hipoteticamente os dados franqueando uma visão do que acontecerá se aquela decisão for tomada.
A simulação é outra característica importante num SAD, pois demonstra a probabilidade de algo acontecer através de cenários construídos a partir de decisões tomadas, possibilitando ao gestor uma maior segurança para solucionar o problema.

Cabe, ainda, mencionar a análise de tomada de decisão que é um processo conduzido pelo SAD. Pois, permite ao gerente fornecer os dados de um problema e obter o resultado fornecido pelo SAD como sua solução, desse modo, conseguindo visualizar o alcance de uma determinada meta.

Vale lembrar que algumas decisões são tomadas em grupos abrangendo diversas visões sobre um mesmo tema. Para atender a essa situação foram desenvolvidos os Sistemas de Apoio à Decisão em Grupo (SADG) que convergem diferentes pontos de vista em uma solução comum. Uma grande vantagem desse sistema é a participação de vários gerentes de diversas filiais em cidades diferentes no processo decisório, utilizando-se de ferramentas como: Rede Local de Decisões, Sala de Decisões, Rede Remota de Decisões e Teleconferência.

Introdução


Um sistema de informação é parte integrante das organizações, pois transformando informação em conhecimento auxilia no cumprimento desde tarefas rotineiras e simples até as não-rotineiras e complexas. Estas últimas, geralmente, são de competência dos gestores que ditam os rumos das organizações através de suas decisões, ficando claro que o processo decisório continua sendo um dos papéis mais desafiadores de qualquer gerente ou administrador.

Visando satisfazer essa prerrogativa, dentre outras, a tecnologia em software evoluiu até o surgimento dos Sistemas de Apoio à Decisão. Alguns autores, como Turban (2004) denominam esse sistema de Sistema de Apoio à Decisão (SAD) e outros como Laudon (2001) de Sistema de Suporte à Decisão (SSD). Importante é saber que esses softwares trabalham com sistemas interativos que, seguindo premissas, oferecem informações e modelos para a solução de questões de cunhos tático e estratégico.

O Sistema de Apoio à Decisão (SAD) é um sistema baseado em computadores que através de informações e modelos especializados ajudam a resolver problemas organizacionais, sua função é apoiar o processo de tomada de decisão em áreas de planejamento estratégico, controle gerencial e controle operacional, sendo isso o que o diferencia dos demais tipos de sistemas de informações.

Sua demanda surgiu diante do crescimento competitivo das organizações, pois o SAD é desenvolvido através de dados históricos e experiências individuais que são incorporados como informações úteis possibilitando melhores condições para a tomada de decisão e aumentando as vantagens obtidas pela empresa.

Muitas empresas estão utilizando o SAD para melhorar o processo decisório. As razões citadas pelos gerentes são:

• Necessidades de informações novas, mais precisas e rápidas para auxiliar no processo de tomada de decisão;
• O monitoramento das inúmeras operações de negócios da empresa estava cada vez mais difícil;
• A empresa estava operando em uma economia instável;
• A empresa enfrentava maior concorrência nos mercados interno e externo;
• Os sistemas instalados na empresa não apoiavam adequadamente os objetivos de maior eficiência, rentabilidade e ingresso em mercados lucrativos;
• Disponibilidade de tecnologias de hardware e software para armazenar e buscar rapidamente as informações;
• Possibilidade de armazenar o conhecimento e as experiências de especialistas em bases de conhecimentos;
• Necessidade de a informática apoiar o processo de planejamento estratégico empresarial.
• O departamento de sistemas de informação não conseguia mais atender à diversidade de necessidades imediatas da empresa e de seus executivos e não havia funções de análise de negócio embutidas nos sistemas existentes.” (TURBAN, 2004,p. 374).

É importante que os conceitos do SAD retratem a cultura organizacional, não servindo apenas para atender às necessidades específicas do usuário, mas que seja orientado para pessoas que tomam decisões, devendo ser flexível na busca, acesso e manipulação das informações, utilizando-se de uma interface o mais amigável possível para satisfazer as necessidades gerais das organizações.

Um SIE (Sistema de Informações Executivas), SIG (Sistema de Informações Gerenciais) e um PED (Processamento Eletrônico de Dados), podem ter funções que forneçam informações para apoio à decisão. Porém, esses SI não foram construídos com o objetivo de auxiliar o processo de tomada de decisão. Quando se fala em auxiliar o processo de tomada de decisão, isso não significa somente fornecer informações para apoio à decisão, mas, também, analisar alternativas, propor soluções, pesquisar o histórico das decisões tomadas, simular situações, etc.